A saga dos cães perdidos*
Abrir a caixa de e-mail pode ser bizarro. Sem mais, vejam com seus próprios olhos duas preciosidades que recebi em 7 de abril (não, não é primeiro de abril):
A primeira veio de um quase-desconhecido:
Como muitos devem saber e até ter protestado, em 2007, Guillermo Vargas Habacuc, um suposto artista da Costa Rica, colheu um cão abandonado de rua, atou-o a uma corda curtíssima na parede de uma galeria de arte e ali o deixou, a morrer lentamente de fome e sede.
Durante vários dias, tanto o autor de semelhante crueldade, como os visitantes da galeria de arte presenciaram impassíveis à agonia do pobre animal. Até que finalmente morreu de inanição, seguramente depois de ter passado por um doloroso, absurdo e incompreensível calvário.
Pois isso nao é tudo.
A prestigiosa Bienal Centroamericana de Arte decidiu, incompreensivelmente, que a selvageria que acabava de ser cometida por tal sujeito era arte, e deste modo tão incompreensivel Guillermo Vargas Habacuc foi convidado a repetir a sua cruel ação na Bienal en 2008..
Fato que podemos tentar impedir, colaborando com a assinatura
nesta petição :
(Não, não vou divulgar o link aqui… sorry!)
E por favor: REENVIE ESTA MENSAGEM A TODOS OS TEUS CONTATOS
Se puseres o nome do ‘artista’ no Google, aparecerão as fotos deste pobre animal e seguramente também aparecerão páginas onde poderão confirmar a veracidade dessa informação.
Dia Nacional dos Jornalistas
Nesta segunda-feira, 7 de abril, é comemorado o Dia Nacional dos Jornalistas. Mesmo tendo o diploma questionado desde outubro de 2001, quando uma juíza de São Paulo extinguiu a obrigatoriedade de formação superior para exercer a profissão, os jornalistas brasileiros precisam lembrar de sua função na construção da sociedade e fazer do seu dia, um momento de mobilização em defesa da obrigatoriedade do diploma de curso superior de Jornalismo.
Não podemos negar que sofremos quando vemos ‘falsos’ jornalistas exercendo nossa função de direito. Cada dia mais, a área de Jornalismo requer profissionalismo, o que só é adquirido com formação especifica, espírito crítico, discernimento, intimidade com o jargão jornalístico e com a linguagem dos meios de comunicação. Esse conhecimento se adquire primeiro na faculdade, depois no dia-a-dia, como em qualquer profissão.
O momento também é de questionamento e reflexão já que no corre-corre das redações e assessorias de Imprensa, muitas vezes, esquecemos por que escolhemos a profissão. Qual foi o motivo? Quais eram os ideais? Essa reflexão é necessária porque nossa função abrange muito mais do que colher as informações e divulgá-las. Ser jornalista é saber que somos responsáveis pela informação que chega diariamente aos lares brasileiros e que, a partir dela, haverá a construção de uma sociedade. Temos que ter em mente que em muitas escolas do País, jornais e revistas são utilizados como material didático e de pesquisa. Neste, pequeno exemplo, podemos verificar a força de nossa profissão e a necessidade da formação superior para exercê-la.
Devemos ter consciência que somos formadores de opinião e para colaborarmos na construção de uma sociedade criteriosa e integra dos seus direitos e deveres, precisamos buscar os fatos sem distorcê-los. Ética também se aprende na faculdade. A grade curricular de cursos superiores de Jornalismo, Direito, Engenharia Civil e Nutrição trazem disciplinas referentes à ética. Ser jornalista é colaborar na construção da história desse País. Reflita, lute por seu direito ao diploma de Jornalismo e ao direito do leitor, telespectador e radiouvinte a ter acesso à informação de qualidade. Viva de maneira plena a profissão.
* Direção do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS
[Fim]
Me limito a comentar a importância atribuída ao conhecimento do jargão jornalístico… Claro, porque se você é um foca (ruim) e ainda não sabe que é um foca (péssimo), pode se considerar fora. Porque o jargão jornalístico é complexo e de difícil assimilação. Precisa faculdade pra isso. Porque se você não souber o que é uma matéria 500**… Não importa, vai ser capa quer você saiba, quer não! E não adianta chiar!
* "A saga dos cães perdidos" é o título de um livro de Ciro Marcondes Filho. Quem são os cães perdidos?? Os jornalistas… hãn, hãn, pegou o trocadilho?
** Ah, não vou explicar o que é… Quem não souber que pesquise no Google! Tá, dou um exemplo bem bonito que se auto-destruirá em menos de um mês… uma matéria 500 de capa!
