Feira da Ana Lúcia

April 21, 2009

Livro de Galeano em segundo lugar em vendas na Amazon (!)

Filed under: Indústria cultural - aiculana @ 12:15 am

 

No meio de um turbilhão de más notícias…

Livro que Chávez deu a Obama chega a 2º lugar em vendas na Amazon

Washington, 20 abr (EFE).- O livro "As Veias Abertas da América Latina", com o qual o presidente venezuelano, Hugo Chávez presenteou seu colega americano, Barack Obama, durante a 5ª Cúpula das Américas, em Trinidad e Tobago, passou hoje ao segundo lugar de vendas no site www.amazon.com..

Escrita em 1971, a obra do escritor uruguaio Eduardo Galeano denuncia o que ele classifica um saque das riquezas da região durante meio século pelas potências da época.

Escrito há 40 anos, em meio à proliferação das ditaduras militares de direita no continente, foi um dos que mais influenciou a esquerda latino-americana.

Paradoxalmente, ele perde é precedida por "Liberty and Tyranny: a Conservative Manifesto" (Liberdade e Tirania: um Manifesto Conservador), do escritor americano Mark R. Levin. EFE

Tomara que ele leia. E que as pessoas que estão comprando também. E que eu também (shame on you, Ms. Ana Lúcia!). Aqui (matéria da Associated Press) diz que a Casa Branca alertou que não sabe se o homi vai ler o livro ou não. Diz também que o Chávez disse que o Obama é um homem inteligente, COMPARADO COM  O PRESIDENTE ANTERIOR (o que, convenhamos, é beeeem diferente de dizer simplesmente que o Obama é um homem inteligente).

Além disso, há uma descrição do livro de Galeano super preguiçosa:

When a reporter asked Obama what he thought of the book, the president replied: "I thought it was one of Chávez’s books. I was going to give him one of mine." White House advisers said they didn’t know if Obama would read it or not.

Mesmo não tendo lido o livro, posso dizer que a descrição do mesmo é, no mínimo, irresponsável (jornalisticamente falando). Óbvio que é compreensível que a maior e mais antiga agência de notícias do mundo não se preocupe em omitir informações subversivas (devido a "interésses", blábláblá…). Só estou fazendo essa observação a título de alerta (como o alerta que a Casa Branca fez, informando que não sabe se o presidente dos States lerá o livro do escritor-jornalista-subversivo-fofo latino-americano).

(A matéria dá outras informações que o meu ingreis tabajara não me permite entender. Could you help me, please?)

April 14, 2009

Flanando - Luiz Manoel com Santana

Filed under: Playground - aiculana @ 1:51 am

April 8, 2009

“Eu hoje dou a tudo de ombros, pouco me importam paz ou guerra e não leio jornais”, Alberto de Oliveira.

Filed under: Indústria cultural - aiculana @ 12:14 am
A reminescência vaga da frase e do contexto da descoberta (uma aula de Literatura do Ensino Médio) fez com que agora, aos 23, quisesse saber a frase exata e seu autor (lembrava apenas que se tratava de um poeta parnasiano). Ingenuamente lançou no Google a original combinação de palavras "Não leio jornais". Surgiu uma enxurrada. De interessantes, uma coluna do Digestivo Cultural de amanhã (??) e um post de um blog de uma jornalista. Tinha também a frase do presidente, é claro. Entretanto, nenhum deles compartilha do sentimento do poeta parnasiano, do meu sentimento.

Na verdade essa história de fim dos jornais já está mais do que batida, todo mundo já ouviu falar que o veículo da vez é a internet e não vou entrar nessa polêmica (aliás, tenho entrado somente nas polêmicas estritamente necessárias ultimamente, já que a maioria delas me parecem inúteis). 

Então, por que não leio jornais? Primeiro devo informá-los de que não só praticamente não tenho lido jornais como tenho acompanhado pouquíssimo a mídia em geral (incluo aí a internet). Por quê? Ora, é muito simples: tenho mais o que fazer. Essa história de ficar procurando informações perecíveis por aí é coisa de desocupado. Por que eu quereria ser a primeira a saber qualquer coisa? Não basta saber, tem que ser primeiro? Ademais, não seria mais racional tentar descobrir alguma coisa sobre o mundo in loco (por mais insignificante ante o turbilhão de informações, seria, ao menos, uma informação mais qualificada)?

Ah, como acirrou os ânimos juvenis da moçoila tal frase! "Mas que alienado!", dissera Ana Lúcia, do alto de seus 15 anos, utilizando terminologia marxista inconscientemente (que bonitinha!). Agora, do alto da sapiência de seus 23 anos, ela afirma categoricamente que alienado é quem lê jornais. Saber "dar de ombros" não a tudo, mas a maioria das coisas nunca foi tão importante para viver - e não apenas sobreviver - neste mundo. Quem nunca ouviu outrem reclamar que não tem tempo de cozinhar, de caminhar, de tomar sol? Vivente, sai da internet e vai viver!

(Claro que se informar é importante enquanto o objeto deste ato for usado como insturumento de transformação social. E tenho dito.)

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