“Eu hoje dou a tudo de ombros, pouco me importam paz ou guerra e não leio jornais”, Alberto de Oliveira.
Na verdade essa história de fim dos jornais já está mais do que batida, todo mundo já ouviu falar que o veículo da vez é a internet e não vou entrar nessa polêmica (aliás, tenho entrado somente nas polêmicas estritamente necessárias ultimamente, já que a maioria delas me parecem inúteis).
Então, por que não leio jornais? Primeiro devo informá-los de que não só praticamente não tenho lido jornais como tenho acompanhado pouquíssimo a mídia em geral (incluo aí a internet). Por quê? Ora, é muito simples: tenho mais o que fazer. Essa história de ficar procurando informações perecíveis por aí é coisa de desocupado. Por que eu quereria ser a primeira a saber qualquer coisa? Não basta saber, tem que ser primeiro? Ademais, não seria mais racional tentar descobrir alguma coisa sobre o mundo in loco (por mais insignificante ante o turbilhão de informações, seria, ao menos, uma informação mais qualificada)?
Ah, como acirrou os ânimos juvenis da moçoila tal frase! "Mas que alienado!", dissera Ana Lúcia, do alto de seus 15 anos, utilizando terminologia marxista inconscientemente (que bonitinha!). Agora, do alto da sapiência de seus 23 anos, ela afirma categoricamente que alienado é quem lê jornais. Saber "dar de ombros" não a tudo, mas a maioria das coisas nunca foi tão importante para viver - e não apenas sobreviver - neste mundo. Quem nunca ouviu outrem reclamar que não tem tempo de cozinhar, de caminhar, de tomar sol? Vivente, sai da internet e vai viver!
(Claro que se informar é importante enquanto o objeto deste ato for usado como insturumento de transformação social. E tenho dito.)

Rááá, faço isso há tempos, e é MUITO bom!!
Comment by DanteZCO-Mano — April 8, 2009 @ 3:00 am