Feira da Ana Lúcia

November 24, 2009

Vamos juntos

Filed under: Política - aiculana @ 6:03 am

Madrugada, insônia: bora organizar arquivos no pc! (o que inclui a surpresa com textos antigos do tipo "mas será que fui eu mes ma que escrevi isto?"). Ai que bom ter escrito e poder agora perceber que tudo muda! Sintam o drama.

"Tudo", neste caso, refere-se às pessoas ao meu redor. A descrença na humanidade faz com que nos afastemos da luta social; a crença na humanidade, pelo contrário, é a redenção. Ela faz com que vejamos que não estamos sós - e isso é essencial, porque sozinhos não fazemos nada.

Bora lá ampliar esse microcosmo de Humanidade que descobri? Ah, então quer dizer que você também conhece um?

 

Juntos, estes conseguiram evitar o despejo do Acampamento Jair Antonio da Costa, em Nova Santa Rita (RS). Foto deste ano, numa greve de fome em frente ao MPF de Canoas, no dia em que houve uma audiência pública na qual somente as partes e os jornalistas com credenciais puderam entrar.

November 23, 2009

Dinheiro sujo na mídia

Filed under: Indústria cultural - aiculana @ 7:27 pm
Comentário para o programa radiofônico do Observatório da Imprensa, 23/11/2009
Por Luciano Martins Costa

A Folha de S.Paulo destaca, na edição de segunda-feira (23/11), que as indústrias que mais poluem no Brasil e que mais contribuem para a emissão de gases do efeito estufa são também as que mais influenciam as comissões do Congresso Nacional encarregadas de encaminhar as votações da legislação ambiental.

Segundo o jornal paulista, empresas de setores altamente comprometidos com o aquecimento global formam as doze associações que contribuíram com 60 milhões de reais nas campanhas eleitorais de 2006.

O dinheiro das indústrias de energia, cimento, papel e celulose, agronegócio, mineração, siderurgia e óleos vegetais ajudou a eleger metade dos parlamentares que compõem a comissão da Câmara dos Deputados que está conduzindo as mudanças no Código Florestal.

Pesos e medidas

Algumas dessas empresas, como a Bunge, estão envolvidas em campanhas internacionais para desestimular a adoção de metas ambiciosas para o problema das mudanças climáticas, observa a Folha.

Muitas delas também se apresentam como campeãs da responsabilidade social e costumam financiar os cadernos especiais dos jornais sobre meio ambiente e sustentabilidade.

Ou será que o lobby funciona no Congresso mas se torna inofensivo quanto atua sobre a imprensa?

Eles NÃO derrubam avião!

Filed under: Injustiças - aiculana @ 6:25 pm

Vamos prestigiar essa atividade sobre um dos segmentos mais atingidos pela ditabranda midiática e mais criminalizado pelo "Estado Merdocrático de Direita Planetária" (como diz um tal de Zé do Rio).

Ou você caiu naquela de que rádio comunitária derruba avião??

 

November 9, 2009

Todos lá!

Filed under: Indústria cultural - aiculana @ 12:50 am

DEBATE: A luta pela democratização da comunicação e a 1ª Conferência Nacional de Comunicação

Quando?

11 de novembro, quarta-feira, das 8h30 às 12h.

Com quem?

Bruno Lima Rocha, professor de Comunicação da Unisinos.
Cristina Feio de Lemos, membro da Comissão Estadual de Organização da Confecom
Eduardo Vizer, professor de Ciências Sociais da Universidade de Buenos Aires

Onde?

Auditório da Auditório da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS – Ramiro Barcelos, 2705 – Porto Alegre – RS.


Cuma??
http://www.confecom.com.br/site/apresentacao

Hein?
http://www.rsproconferencia.blogspot.com/

November 7, 2009

Na sexta-feira 13 nov 2009 SAIA DE SAIA

Filed under: Injustiças - aiculana @ 2:21 am

 

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1361871-5605,00-PARA+UNIVERSITARIAS+DE+SP+MINISSAIA+NAO+COMBINA+COM+SALA+DE+AULA.html

E a gente às vezes ainda pensa que o machismo acabou.

Triste é que a causa feminista só ganha visibilidade quando uma mulher sofre uma coisa dessas - um ataque de grandes proporções.

E as piadinhas que a gente tem de ouvir quase todos os dias? E as cobranças do namorado, marido, família em relação ao nosso corpo, cabelo, etc.? E as mulheres que são violentadas por seus maridos? E a tripla jornada de trabalho? E a opressão que nos é impingida desde o berço?

Quando eu ouço falar em saia, de imediato me vêm à mente três amigas do colégio (duas delas são minhas grandes amigas até hoje). Elas eram conhecidas na escola por usarem saias. Sim, também eram consideradas putas por isso. E, se os meninos se passassem -e eles se passavam com certa frequência -, a culpa era delas. Com certeza se isso ocorresse hoje elas não tolerariam… mas, infelizmente, nossa educação é machista.

A seguir, um artigo interessante de Contardo Calligaris publicado na Folha de S. Paulo.

 

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A turba da Uniban

 

NA SEMANA passada, em São Bernardo, uma estudante de primeiro ano do curso noturno de turismo da Uniban (Universidade Bandeirante de São Paulo) foi para a faculdade pronta para encontrar seu namorado depois das aulas: estava de minivestido rosa, saltos altos, maquiagem -uniforme de balada.

O resultado foi que 700 alunos da Uniban saíram das salas de aula e se aglomeraram numa turba: xingaram, tocaram, fotografaram e filmaram a moça. Com seus celulares ligados na mão, como tochas levantadas, eles pareciam uma ralé do século 16 querendo tocar fogo numa perigosa bruxa.

Esses insultos são invariavelmente escolhidos por serem, na opinião de ambas as torcidas, os que mais podem ferir os adversários. E o método da escolha é simples: a gente sempre acha que o pior insulto é o que mais nos ofenderia. Ou seja, "veados" e "filhos da puta" são os insultos que todos lançam porque são os que ninguém quer ouvir.


Cuidado: "veado", nesse caso, não significa genericamente homossexual. Tanto assim que os ditos "veados", por exemplo, são encorajados vivamente a pegar no sexo de quem os insulta ou a ficar de quatro para que possam ser "usados" por seus ofensores. "Veado", nesse insulto, está mais para "bichinha", "mulherzinha" ou, simplesmente, "mulher".

Quanto a "filho da puta", é óbvio que ninguém acredita que todas as mães da torcida adversa sejam profissionais do sexo. "Puta", nesse caso (assim como no coro da Uniban), significa mulher licenciosa, mulher que poderia (pasme!) gostar de sexo.

Os membros das torcidas e os 700 da Uniban descobrem assim um terreno comum: é o ódio do feminino -não das mulheres como gênero, mas do feminino, ou seja, da ideia de que as mulheres tenham ou possam ter um desejo próprio.

Agora, devo umas desculpas a todas as mulheres que militam ou militaram no feminismo. Ainda recentemente, pensei (e disse, numa entrevista) que, ao meu ver, o feminismo tinha chegado ao fim de sua tarefa histórica. Em particular, eu acreditava que, depois de 40 anos de luta feminista, ao menos um objetivo tivesse sido atingido: o reconhecimento pelos homens de que as mulheres (também) desejam. Pois é, os fatos provam que eu estava errado.

 

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